Quando Procurar o RH

RH

O Departamento de Recursos Humanos é cada vez mais uma área estratégica dentro das empresas e serve de apoio para todos os colaboradores de todos os níveis hierárquicos. Mas qual é o momento em que alguém deve e precisa procurar este Departamento tão importante e fundamental para o desenvolvimento e qualificação das pessoas.Quantas pessoas já não ouviu falar ou teve este pensamento? “Estou no meu limite, vou falar com o RH”.

Mas, também é bem provável que, em algumas das vezes que esta frase foi dita ou pensada, nada de efetivo aconteceu. Há casos em que falta coragem, em outros, fé na capacidade do departamento de Recursos Humanos de, efetivamente, solucionar a questão. A impressão de muita gente é que acioná-lo só vai tornar maior o problema. Isso pode ser falta de confiança no Departamento ou nas pessoas que estão nele.

Este sentimento pode estar relacionado à cultura da empresa e é mais forte quando o setor é restrito a questões operacionais, deixando esquecido o lado humano do negócio.
Por outro lado, empresas com um departamento de Recursos Humanos estratégico e presente no dia a dia das decisões de negócios e que enxerga além do operacional, pode transmitir mais confiança aos funcionários. Já passei por empresas onde presenciei estes dois tipos, o segundo, sem dúvida, faz toda a diferença.
Entender isso é saber também que as chances de sucesso aumentam quando o departamento vai além do controle da folha de pagamento, contratações ou demissões.
Mas em que casos, o apoio dos profissionais de recursos humanos da empresa é uma alternativa? O site EXAME.com fez esta pergunta a três especialistas, confira abaixo, os 5 motivos para marcar já uma reunião com o Departamento de Recursos Humanos:

1 Quando o canal de comunicação com o gestor está fechado:
“Qualquer questão deve ser primeiro informada ao gestor direto”, lembra Theresa Gama, diretora da consultoria Projeto RH.
Por isso, a regra geral para começar a pensar no departamento de Recursos Humanos é ter a certeza de que a comunicação com o gestor não é mais uma possibilidade. E esta máxima vale para todos os itens a seguir, segundo os especialistas.
Quando a liderança é falha e mal preparada, surgem pedidos de aconselhamento informais para melhorar o relacionamento com o gestor. Felizmente ou infelizmente isso tem sido usual.

2 Interesse no desenvolvimento de um plano de carreira
“Qualquer pessoa pode pedir ajuda ao Departamento de Recursos Humanos na hora de estabelecer um plano de carreira”, diz Arthur Diniz, sócio fundador da Crescimentum.
Desenhar uma estratégia de crescimento, pedir ferramentas de avaliação, discutir a possibilidade de participar de treinamentos, são temas pertinentes à conversa entre interessados em desenvolvimento de carreira e a equipe de Recursos Humanos.
Mas, diz o especialista, por uma questão de transparência é sempre melhor avisar o gestor antes de tomar qualquer atitude, além de levar em conta o posicionamento do setor dentro da cultura organizacional (se estratégico ou operacional).

3 Assédio moral ou sexual                                                                                                Gritos recorrentes, ameaças frequentes, piadas indigestas, que viraram rotina. Estes são alguns dos aspectos que configuram o assédio moral.”Há chefes que adotam esta postura. É possível tentar colocar limite a partir de uma conversa”, diz Theresa Gama, diretora da Projeto RH. Mas, nem sempre, isso surte efeito e, em alguns casos, pode até exacerbar comportamentos nessa linha, segundo ela.”Aí, é hora de procurar o departamento de recursos humanos e expor o problema”, diz Theresa. Se a intenção é denunciar e continuar na empresa, o profissional deve tomar alguns cuidados. “A pessoa deve se colocar de maneira profissional, dar exemplos concretos e municiar o Departamento de Recursos Humanos de dados que comprovem que não se trata de melindre por uma atitude pontual”, diz Theresa. Casos de assédio sexual são ainda mais complexos, pois quem assedia geralmente toma precauções para não ser descoberto. Além disso, o profissional deve ter sempre em mente que sua estratégia pode não funcionar por negligência do Departamento de Recursos Humanos ou falta de provas. Assim, o único caminho para levar a denúncia adiante pode ser mesmo a Justiça trabalhista. E neste caso, testemunhas e provas também são fundamentais para o ganho de causa.

4 Quando o gestor não está cumprindo as políticas da empresa                          No papel, a política da empresa pode ser uma, na prática, outra (bem diferente). E exemplos nesta linha são numerosos. Há vezes em que o departamento de RH nem fica sabendo que regras de compensação de horas extras, pagamento de benefícios ou bônus estão sendo descaradamente ignoradas. Neste caso, a primeira atitude é verificar se o descumprimento de políticas é geral na empresa ou se ocorre apenas no seu departamento. Isso porque se for algo comum a todos os profissionais, as chances do Departamento de Recursos Humanos ser conivente com a situação são enormes. Mas, se é algo que ocorre apenas na sua área por decisão arbitrária do gestor, o melhor caminho é avisar o Departamento de Recursos Humanos, segundo os especialistas. Arthur Diniz, da Crescimentum, já vivenciou esta situação na pele. Pelo fato de estar prestes a receber da empresa uma bolsa de MBA, seu gestor decidiu, por conta própria, cortar o seu bônus. “Disse ao gestor que não concordava com aquela atitude já que o bônus era por desempenho passado e minha avaliação se enquadrava nos requisitos para receber e que iria ao RH”, conta. Deu certo e o chefe foi demitido. “Mas sei muito bem que poderia não ter dado certo, era um risco que eu corria”, diz.

5 Ao descobrir uma fraude ou conduta ilegal                                                                  O envolvimento do gestor ou de colegas de trabalho em fraudes é também uma situação para contar com o apoio do Departamento de Recursos Humanos.”Às vezes, dá para falar com o superior do chefe, mas às vezes essa figura nem existe na hierarquia ou pode estar inacessível”, lembra Theresa. Mas antes de formalizar a denúncia, é preciso ter provas contundentes. “Caso seja uma conduta antiética que seja passível de auditoria é possível também acionar este setor”, diz Arthur Diniz.

Você passou ou passa por alguns destes problemas? O Departamento de Recursos Humanos da sua empresa é confiável? O Departamento de Recursos Humanos da sua empresa é considerado como estratégico?

Um grande abraço a todos!

Fonte: Exame.com

Author: carlospires

Profissional graduado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário da FEI e Pós Graduado em Gestão Estratégica de Pessoas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Experiência de 28 anos em atendimento ao cliente, sendo 21 anos em cargos de liderança, com forte atuação na Gestão dos Indicadores de Performance, Back-Office, Monitoria, SAC e Cobrança, atuando em empresas nacionais e multinacionais do segmento de call center e administração de cartão de crédito . Atuação junto aos segmentos varejistas em grandes lojistas. Responsável pela gestão de pessoas, processos e clientes, atuando em áreas operacionais e comerciais, com orientação para resultado. Conhecimento na gestão e implantação de Contact Center e Comercial Pós Venda, atuando no desenvolvimento de projetos, revisões de scripts operacionais, dimensionamento, implantações de novos clientes e produtos, liderando projetos de eficiência operacional, obtendo ótimos resultados em redução de despesas. Experiência em gestão e gerenciamento de crises nas redes sociais. Planejamento e preparação de treinamentos de atendimento, liderança, gestão e produtos. Ministrou e ministra diversos treinamentos referente aos temas acima citados. Participação na implantação e validação no processo da ISO 9000/9001. Palestrante no CRA-SP – A importância do atendimento ao cliente.

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